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São Paulo usa valores a receber do Bahia em negociação de Cauly

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Publicada em 13 de fevereiro de 2026 às 16:00 por Victor de Freitas
Entenda a engenharia financeira do São Paulo para pagar ao Bahia
cauly - botafogo x bahia
Foto: Letícia Martins / EC Bahia





A negociação que levou o meia Cauly para o São Paulo envolveu uma complexa engenharia financeira que foi um dos motivos para as conversas entre Bahia e o clube paulista terem um longo prazo.

O acordo firmado entre os dois clubes permitiu ao clube paulista selar o acordo sem desembolsar valores imediatos de seu caixa.

Como o Bahia vai receber por Cauly?

O Bahia aceitou que o custo do empréstimo do jogador, fixado em 500 mil euros (cerca de R$ 3,1 milhões), fosse abatido de valores que o próprio Esquadrão tem a pagar à equipe do Morumbi, como por exemplo nas parcelas a quitar por Michel Araújo e Rodrigo Nestor.

Por estar com o caixa em situação crítica para a temporada de 2026, e sem condições de desembolsar valores de transferência, Cauly se torna o quinto reforço do clube paulista nesta temporada sem custos diretos de forma imediata.

Leia mais: Bahia recusa R$ 74 milhões para vender atacante a clube da Rússia

Valor total que a negociação pode chegar

O contrato de empréstimo, válido até dezembro de 2026, é blindado por diversas cláusulas de produtividade que podem render cifras ao Esquadrão no futuro.

Caso Cauly dispute 25 partidas pelo São Paulo, haverá a obrigação de compra de 50% dos direitos econômicos por 2 milhões de euros (R$ 12,3 milhões).

Além disso, o acordo prevê pagamentos extras de 600 mil euros por outras metas de jogos em caso de compra definitiva e mais 500 mil euros por conquistas de títulos ou prêmios pessoais.

O valor total da negociação pode superar a faixa dos R$ 22,6 milhões caso todas as metas sejam alcançadas.

É possível também que as cláusulas futuras sejam abatidas nos valores que o Bahia tem a pagar ao Tricolor Paulista.

Negociações como essa se tornam comuns no Bahia SAF

Ao negociar a venda de Thaciano para o Santos, o Bahia justamente abateu parte do valor que iria pagar ao Peixe pela compra de Jean Lucas – o que também ocorrerá de forma inversa, caso o Esquadrão opte por comprar João Paulo.

Na situação do goleiro, o Bahia deixaria de receber parte da venda de Thaciano para abater na compra do arqueiro.

Houve também negociação nesse molde para a compra de Rodrigo Nestor, que, na ocasião, o Grupo City foi quem abateu uma quantia que teria a receber do clube paulistano pela venda de Ferraresi.

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