A negociação que levou o meia Cauly para o São Paulo envolveu uma complexa engenharia financeira que foi um dos motivos para as conversas entre Bahia e o clube paulista terem um longo prazo.
O acordo firmado entre os dois clubes permitiu ao clube paulista selar o acordo sem desembolsar valores imediatos de seu caixa.
Como o Bahia vai receber por Cauly?
O Bahia aceitou que o custo do empréstimo do jogador, fixado em 500 mil euros (cerca de R$ 3,1 milhões), fosse abatido de valores que o próprio Esquadrão tem a pagar à equipe do Morumbi, como por exemplo nas parcelas a quitar por Michel Araújo e Rodrigo Nestor.
Por estar com o caixa em situação crítica para a temporada de 2026, e sem condições de desembolsar valores de transferência, Cauly se torna o quinto reforço do clube paulista nesta temporada sem custos diretos de forma imediata.
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Valor total que a negociação pode chegar
O contrato de empréstimo, válido até dezembro de 2026, é blindado por diversas cláusulas de produtividade que podem render cifras ao Esquadrão no futuro.
Caso Cauly dispute 25 partidas pelo São Paulo, haverá a obrigação de compra de 50% dos direitos econômicos por 2 milhões de euros (R$ 12,3 milhões).
Além disso, o acordo prevê pagamentos extras de 600 mil euros por outras metas de jogos em caso de compra definitiva e mais 500 mil euros por conquistas de títulos ou prêmios pessoais.
O valor total da negociação pode superar a faixa dos R$ 22,6 milhões caso todas as metas sejam alcançadas.
É possível também que as cláusulas futuras sejam abatidas nos valores que o Bahia tem a pagar ao Tricolor Paulista.
Negociações como essa se tornam comuns no Bahia SAF
Ao negociar a venda de Thaciano para o Santos, o Bahia justamente abateu parte do valor que iria pagar ao Peixe pela compra de Jean Lucas – o que também ocorrerá de forma inversa, caso o Esquadrão opte por comprar João Paulo.
Na situação do goleiro, o Bahia deixaria de receber parte da venda de Thaciano para abater na compra do arqueiro.
Houve também negociação nesse molde para a compra de Rodrigo Nestor, que, na ocasião, o Grupo City foi quem abateu uma quantia que teria a receber do clube paulistano pela venda de Ferraresi.








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