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Notícia | Entrevista

Publicada em 07 de julho de 2020 às 15h04

Bellintani diz que MP chega para acabar com preguiça dos clubes

Presidente tricolor comenta sobre medida que altera negociação de direitos de transmissão

Victor de Freitas

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A Medida Provisória 984/2020 está causando uma grande agitação nos bastidores do futebol brasileiro, tanto no que se diz respeito aos dirigentes dos clubes, como também nas emissoras donas de direitos de transmissão, principalmente a Globo.

Um dos presidentes de clubes que mais opinam a respeito da MP, Guilherme Bellintani já expôs por diversas vezes aprovar a medida que altera o formato de negociação de direitos de transmissão no Brasil.

Nessa terça-feira (07), o dirigente tricolor falou à Rádio Metrópole e reafirmou seu ponto, citando os motivos que fazem a Medida Provisória editada por Jair Bolsonaro ser positiva.

"Já vinha de um histórico de dificuldade grande de clubes que cometeram irresponsabilidades e gastam mais do que arrecadam com uma gestão desastrosa. Desde 2019 já tinha uma situação muito difícil. 2020, com a pandemia, se acentuou. Fecharam as torneiras de patrocinadores. Contratos de TV completamente desequilibrados e suspensos. Pagamentos sendo inviabilizados e calendário atrasado. Na parte macroeconômica, PIB negativo no país, falta de direcionamento para onde iríamos parar com isso tudo. Num tema macro, muita intervenção estatal até para quem defendia muito o estado mínimo. Muita gente tem que refletir sobre isso. Se tivéssemos um estado mínimo num momento como esse, como é que estaríamos nessa circunstância? Se o estado não fosse socialmente capaz de fazer uma atuação social num momento como esse, como estariam as pessoas que passam dificuldade e precisam do braço do estado? Tudo isso se reflete e tem impacto no futebol".

Para Bellintani, a liberdade para os clubes mandantes negociarem a transmissão de seus jogos da forma como quiserem pode equilibrar valores praticados no mercado.

"Isso muda a lógica e coloca o Brasil na mesma regra que os outros países importantes do mundo, a Europa inteira é assim. O Bahia defende e é muito proveitosa a ideia. Vai permitir que o futebol brasileiro comercialize melhor os contratos. O grande dilema é, os contratos que já existiam seguem existindo, precisam ser cumpridos. Os contratos que não existiam, o caso do Flamengo, que não tinha vendido o campeonato carioca para a Rede Globo, passa a negociar seus jogos como mandante para qualquer um".

Fim da preguiça dos clubes

"Para mim está muito claro que o presidente Jair Bolsonaro, quando emitiu a MP, foi motivado talvez, falando um pouco da divergência dele com a Globo, talvez querendo tirar o monopólio de TV da transmissão do futebol. Mas a consequência disso é enorme e vai muito além de quebrar o monopólio".

"O futebol, o que iria viver ao longo de 10 anos, vai viver em 6 meses ou 1 ano nos modelos de comercialização dos direitos, somado a isso a necessidade dos clubes serem menos preguiçosos. Está enterrada a fase da preguiça do futebol brasileiro. Os clubes estão muito acostumados a assinar contratos e esperar o dinheiro entrar. Só que cada vez mais vai estimular que a gente tenha inovação, que levante a bunda da cadeira e não fique sentado esperando o dinheiro chegar"

Bahia está se preparando para o novo mercado

"O Bahia está se atualizando. A gente já vinha construindo uma plataforma de streaming. Eu diria que a gente está num modelo diferente dos outros clubes do Brasil. Vamos conseguir fazer uma inovação muito grande e consistente nessa parte de produtos para o futebol".

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