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Notícia | Entrevista

Publicada em 22 de março de 2020 às 10h09

‘Clubes aguentam dois ou três meses no máximo’, avalia Bellintani

Bellintani avalia impacto de paralisação nos clubes brasileiros

Victor de Freitas

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Fonte: Felipe Oliveira / EC Bahia

O futebol mundial está paralisado por conta da pandemia do novo coronavírus. Com uma pausa por tempo indeterminado, clubes brasileiros projetam uma possível crise financeira nos próximos meses. Em entrevista ao canal SporTV, o presidente tricolor, Guilherme Bellintani, falou sobre o que espera para o restante do ano.

Para Bellintani, os principais clubes do país, que contam com receitas de TV, patrocinadores e sócios, conseguem aguentar no máximo três meses de paralisação sem que entrem em crise financeira.

“Na situação atual, depende muito de como é composta a receita do clube. Se considerar que a TV vai manter contratos, que o campeonato será adiado, mas não cancelado, nem reduzido, considerando que não teria evasão de sócios, de patrocinadores, diria que um clube aguenta dois ou três meses, no máximo. Se essa rede que sustenta o clube for mais frágil, tem clube que não suporta 30 dias”, avaliou o presidente tricolor.

Com o impacto direto nas finanças dos clubes, o dirigente também comentou sobre as discussões para alterações nos contratos dos jogadores e no modelo dos campeonatos em meio a um momento apreensivo no país.

“É um momento apreensivo no país, temos que pensar em como ajudar o país a superar essa fase difícil que, tenho certeza, será superada. Temos discutido modelos de contrato, de campeonato, impactos que vamos sofrer para passar por essa fase sem sofrer tanto. Está claro que é algo atípico, inesperado para qualquer clube que se planeja. Vamos ter que ajustar”.

Orçamento do Bahia

Com projeção mínima de alcançar R$ 180 milhões de faturamento, Bellintani admite que dificilmente o Bahia e os demais clubes conseguirão atingir o orçamento previsto para 2020.

“Nosso projeto de faturamento nesse ano é de R$ 180 milhões, mas acho difícil que chegue em 200 ou até nesses R$ 180 milhões. Dobramos nos últimos dois anos nosso faturamento, pretendemos continuar crescendo. Se for algo rápido essa pandemia, o que não é indicado agora, até conseguiríamos manter o orçamento, mas acho difícil. Haverá queda não só do Bahia, mas de todos os clubes”.

Bellintani é um dos representantes da Comissão Nacional de Clubes, que está propondo férias coletivas a todos os jogadores das Séries A, B, C e D, por um mês, e a possibilidade de redução salarial em 50% após 30 dias.

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