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Notícia | Entrevista

Publicada em 31 de janeiro de 2020 às 16h35

Dado garante titularidade de Fernando e avalia disputa no ataque

Apesar de críticas, Fernando ganha nova chance como titular

Victor de Freitas


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Fonte: Felipe Oliveira / EC Bahia

O time de transição do Bahia voltará a campo neste domingo (02), pela quarta rodada do Campeonato Baiano, e contará com o retorno de Fernando Castro ao gol. Além da volta do goleiro, outra mudança também é esperada no setor ofensivo.

Em entrevista coletiva no CT Evaristo de Macedo, o técnico Dado Cavalcanti garantiu a titularidade de Fernando, deixando Mateus Claus, elogiado na última rodada, como reserva.

“O Fernando irá retornar ao gol do Bahia por um único motivo. A saída do Fernando não se deu por questão técnica. Ele ascendeu, serviu à equipe principal, e eu comparo isso a uma cessão de um atleta a uma convocação. O Fernando foi convocado. Digamos que um atleta do Bahia foi convocado para a Seleção, vai, viaja, não joga, não tem participação efetiva, apenas passeia, fica dois jogos fora. E o cara que entra no lugar dele arrebenta. Vai muito bem. É irreal, em qualquer equipe de futebol, você trazer o que foi cedido para uma condição melhor, trazer o cara para ir para o banco de reservas. Eu irei oportunizar ao Fernando a condição de jogo. Ele subiu, não jogou. Desce para jogar. Obviamente que traz, para o Fernando, uma condição um pouco mais exigente, pela boa participação que o Claus teve. Claus foi muito bem nos dois jogos que fez, foi seguro, tranquilo, foi elogiado. O mais importante, pela condição técnica. Mas eu entendo que eu não fiz a opção da troca. A troca aconteceu por um motivo de força maior, que foi a gente ter cedido o atleta para a equipe principal. No retorno do Fernando, aí eu posso tomar as minhas decisões técnicas, em qual goleiro seguirá sendo o camisa 1 da equipe de transição. Mas, domingo, contra a Jacuipense, o Fernando retorna”, explicou o treinador.

Com defesas importantes diante do Bahia de Feira, Mateus Claus foi eleito pelos torcedores como o melhor jogador do time de transição tricolor na partida.

No setor ofensivo, o gol marcado por Caíque, garantindo o triunfo sobre o Bahia de Feira, causou uma indefinição quanto ao centroavante titular. Em três jogos, Saldanha ainda não conseguiu se mostrar efetivo e pode perder a vaga.

“Acredito que o gol é fundamental para o resultado, para a conquista do resultado. A opção pelo atleta, seja Saldanha ou Caíque, não vai se dar, não vai acontecer apenas por um gol. Existe um contexto por trás. Eu já tinha falado isso antes. Eu considero que são dois jogadores com características diferentes. Saldanha é um jogador que sai mais da área, que tem um pouco mais de versatilidade. É um jogador que participa muito mais. E o Caíque é um centroavante mais dentro da área, muito mais finalizador, é o cara da última bola. E eu vou treinar ainda. Vou fazer uma sessão de treino. Eu ainda tenho mais um dia para ter mais informações do meu próximo adversário e entender o que é mais importante para mim. Então essa escalação, a confirmação ou troca, não vou confirmar hoje para ganhar também um pouquinho mais de tempo e fazer a opção mais correta para o jogo. Lembrando que a opção de saída, a escalação da equipe, não necessariamente me priva de fazer uma troca no decorrer da partida. Estrategicamente, eu tenho que ver o que é melhor. O jogador que entra no começo e o jogador que vai entrar no segundo tempo, porque isso também pode ser decisivo para mim em termos de resultado”, disse.

Gabriel Esteves e Gustavo

“Uma característica que a gente precisa julgar é que ele não tem a mesma característica que Gustavo, que é um jogador agudo, de um para um, de profundidade. Eu costumo sempre balancear, nas minhas equipes, essa condição de ter um cara mais agudo e ter um cara mais participativo. E o Gabriel Esteve é um jogador mais participativo e menos decisivo. Então, por ser participativo, ele vai funcionar na equipe de uma forma menos vistosa para as pessoas de fora. As pessoas que veem os melhores momentos vão ver o Gustavinho fazendo as jogadas de finalização. Mas as pessoas que acompanham o jogo efetivo vão ver muito mais participação do Esteves, na entrada das linhas; na recepção da bola; na sequência das jogadas; na armação, muitas vezes, das jogadas. Inclusive nas transferências de bola de condição de espaço para o próprio Gustavo infiltrar. É um jogador que sai lá de dentro, vem buscar a bola no perímetro, que funciona mais como um receptor de bolas. E o Gustavo é um definidor, é do último terço. É o cara que rabisca e vai para dentro. Então, essas características, para todo mundo que assiste ao jogo, é normal que eu vá enxergar muito mais o Gustavo do que o Esteves. Eu não considero que ele esteja atuando mal. Considero apenas a diferença que existe entre um e outro.”.

Alesson briga por posição

“Alesson vem entrando no segundo tempo dos jogos, vem tendo participações efetivas e boas. Já joga, para mim, a margem da dúvida de qual o momento melhor para usar um ou outro. Mas volto a falar. Isso não quer dizer que ele esteja atuando mal. É uma característica dele mesmo. Ele que atua mais neste contexto. Ele não é o cara do último terço, não é o cara da última bola. Embora ele tenha uma definição boa. Ele chuta muito bem no gol e tem muito mais o lado participativo do que o lado definidor”.

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