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Notícia | Política

Publicada em 15 de setembro de 2020 às 16h39

Especialista analisa finanças do Bahia no 1º semestre de 2020

Com menos receitas, dívidas do Bahia aumentam e clube passa aperto no primeiro semestre

Da Redação

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Fonte: Divulgação / EC Bahia

Conhecido por analisar as finanças dos principais clubes brasileiros, o jornalista Rodrigo Capelo fez uma avaliação dos resultados financeiros do Bahia no primeiro semestre de 2020.

Vindo de uma forte e longa recuperação financeira, que foi iniciada com a era democrática e que segue fazendo parte do cotidiano do clube até hoje, o Bahia sofreu o impacto da pandemia em suas contas ao longo do primeiro semestre.

Com a paralisação das competições em março, o clube passou vários meses sem receber receitas de patrocinadores e cotas de TV. Contou com o apoio da torcida, por meio dos sócios-torcedores, para manter salários em dia e honrar com as obrigações.

Com menos receitas e mais dívidas, o Bahia passa por aperto em 2020.

Veja o que foi falado por Rodrigo Capelo, especialista em finanças do esporte, em publicação feita no site GE:

Sobre dívidas

O estudo aponta que o Bahia elevou sua dívida de R$ 197 milhões para R$ 236 milhões apenas no primeiro semestre de 2020. Ou seja, um aumento de quase R$ 40 milhões no endividamento do clube entre dezembro e junho.

Panorama das dívidas:

Curto prazo:

  • R$ 15 milhões a mais em salários e encargos
  • R$ 5 milhões a mais em direitos de imagem
  • R$ 4 milhões a mais em fornecedores
  • R$ 1 milhão a mais em empréstimos
  • R$ 1 milhão a menos em impostos parcelados

Longo prazo:

  • R$ 3 milhões a mais em contingências
  • R$ 2 milhões a mais em impostos parcelados
  • R$ 460 mil a mais em fornecedores

Contingências são valores separados pelo clube para ações judiciais que ele acredita que provavelmente perderá, como por exemplo dívidas trabalhistas de antigas gestões que seguem assombrando atuais gestores.

Opinião de Capelo:

"Percebe-se que o endividamento do Bahia aumentou principalmente na relação com atletas e comissão técnica. Salários, encargos e imagem respondem pela maior parte da variação entre dezembro e junho.

Dívida não quer dizer necessariamente conflito. O presidente Guilherme Bellintani acertou com o elenco, ainda no início da pandemia, que os direitos de imagem seriam suspensos em comum acordo. Neste mês, o clube apresentou um cronograma para quitar os valores postergados".

Receitas e Despesas

Sobre esse ponto, Rodrigo Capelo alerta para a queda de quase 50% das receitas em relação ao primeiro semestre de 2019. Tudo isso em função do longo período de paralisação por conta da pandemia.

Houve aumento apenas nos valores recebidos através do programa de sócios-torcedores.

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Foto: Ge.globo

Opinião de Capelo:

"O ponto mais sensível, no entanto, foi o das transferências de atletas. Frente a um primeiro semestre muito bom na temporada anterior, o Bahia quase não arrecadou com esta linha em 2020. Algo que melhorará nos próximos meses, pois houve, por exemplo, a venda de Flávio para o Trabzonspor. A solução para o aperto está em venda assim.

Por parte da despesa, a diretoria tricolor reduziu um pouco a folha salarial – soma de salários, encargos trabalhistas, direitos de imagem e direitos de arena. Ela baixou de R$ 52 milhões no primeiro semestre de 2019 para R$ 45 milhões no mesmo período de 2020.

Hoje, o elenco do Bahia custa praticamente o mesmo que o do Cruzeiro, na segunda divisão, e mais do que o do Vasco, adversário direto no Brasileirão. Apesar da crise provocada pela pandemia do coronavírus, está em um nível adequado para seguir na primeira divisão sem sustos".

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