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Notícia | Entrevista

Publicada em 26 de junho de 2019 às 17h51

Fisiologista avalia situação do elenco e explica lesões de Élber

Maurício Maltez fala sobre situação física dos jogadores e trabalho da fisiologia do clube em entrevista coletiva

Victor de Freitas

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Fonte: Felipe Oliveira / EC Bahia

O elenco tricolor retornou aos trabalhos físicos nesta semana, após um descanso de dez dias. O recesso na temporada é visto como fundamental para a recuperação dos atletas depois de um semestre desgastante.

Fisiologista do Bahia, Maurício Maltez concedeu entrevista coletiva no Fazendão, nesta quarta (26), e falou sobre a situação dos atletas no retorno ao trabalho.

“A gente teve um recesso de dez dias, e eu diria esses dias que foram importantíssimos para que a gente pudesse dar um descanso aos atletas. Eles foram orientados a ter esse momento de folga. Tivemos 40 jogos na temporada. Quando a gente tem a oportunidade de oferecer um descanso para que os atletas possam desfrutar disso, é muito importante. Na chegada, os atletas passam por avaliação, embora a gente entenda que dez dias não é tempo suficiente para gerar o “destreinamento”. Eles chegaram em condição física muito boa, diria que até melhor do que quando saíram, justamente por esse descanso desses 10 dias. Vale ressaltar que alguns atletas, como Ramires, não tiveram férias no fim do ano. Outros que vieram de outros países e tiveram que se adaptar ao tipo de treinamento do clube e do Brasil. Nada melhor do que aproveitar esse recesso para descansar e fazer uma intertemporada, para que, no fim do ano, seja desfrutado com a melhor parte física possível”, avaliou o profissional.

Lesões recorrentes sofridas por Élber

Um dos jogadores que mais sofrem com lesões ou “microlesões” musculares no elenco é o atacante Élber, que recentemente se recuperou justamente de um problema muscular.

Maurício Maltez também explicou os motivos que levam o jogador a ter mais problemas musculares do que outros atletas.

“Élber é um atleta diferente de muitos atletas que já passaram pelo Bahia. Ele é extremamente intenso. Com esse monitoramento individual, conseguimos perceber a intensidade com que ele joga e treina. Ele tem muitas lesões justamente por ser um atleta intenso. A capacidade muscular dele é absurda em relação à condição de gerar potência. Atletas que geram muita potência apresentam risco maior de lesão. Embora todas as lesões que ele apresentou fossem simples. Separando por graus, ele tem muitas lesões grau um. Não chega a ter ruptura muscular, mas exige cuidados, que o clube acaba tendo tanto na fisioterapia quanto na preparação física, para que, de fato, prepare a musculatura para não lesionar. Ele é diferente e, com isso, acaba tendo um risco maior de aparecer essas microlesões musculares”, explicou.

Sem percentual de gordura elevado

“O pedido sempre é para aproveitar o descanso. Obviamente trabalhamos com atletas com perfil totalmente diferente do de anos atrás. Hoje eles se cuidam muito. Só para se ter ideia, a avaliação da composição corporal dos atletas, com dez dias de folga ou o período de férias, eles geralmente se apresentavam com percentual de gordura elevados. Hoje os atletas têm outro perfil. São atletas que, mesmo no período de descanso e férias, tendem a procurar algum tipo de atividade e controle de alimentação, para se apresentar de forma diferente. A fisiologia tem a função de fazer essa avaliação, esse acompanhamento e, principalmente, o monitoramento dos atletas no clube. O Bahia dispõe de equipamentos de última geração, que podem fazer essa avaliação in loco. Podemos fazer a avaliação diária desses atletas. Das performances físicas e consequentemente dos aspectos fisiológicos. Dessa forma que conduzimos o nosso trabalho. Todos os atletas têm um monitoramento individual. Conseguimos separar cargas, intensidade e volume, para cada um e manter uma performance física mais adequada para cada um. O diferencial é quando se tem a capacidade de se monitorar os atletas de forma individual”.

Trabalho da fisiologia visando o restante do ano

“A ideia é justamente ter, no recesso, quando teremos duas semanas, treinar essas valências físicas que não são treinadas quando se tem sequência de jogos. O Bahia teve uma sequência enorme de jogos. Muitos atletas tiveram que jogar essa sequência de jogos um atrás do outro. Sentimos que, nas últimas partidas, houve uma queda de rendimento. Ainda bem que tivemos a parada para dar uma respirada e para voltar a trabalhar coisas importantes para o futebol. A ideia é aproveitar essas duas semanas para voltar a disputar uma partida em alto nível. Dessa forma que estamos planejando. O Bahia tem hoje uma integração muito grande em todas as partes do clube. Todos os trabalhos desenvolvidos em campo são articulados entre todos os departamentos”.

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