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Notícia | Entrevista

Publicada em 27 de junho de 2019 às 18h46

Preparador avalia goleiros e explica treinos em intertemporada

Rogério Lima falou sobre o trabalho com Douglas e Anderson no Bahia

Victor de Freitas

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Fonte: Felipe Oliveira / EC Bahia

Em meio à intertemporada no Fazendão, a semana do Bahia tem sido marcada por entrevistas coletivas concedidas por membros da comissão técnica e física do clube, no Fazendão. Nesta quinta-feira (27), o preparador de goleiros, Rogério Lima, falou sobre o desempenho dos arqueiros e dos trabalhos específicos durante o período sem jogos oficiais.

Desde 2018, o Bahia tem os goleiros Douglas e Anderson como os principais nomes da posição no elenco. Há um ano e meio no clube, Rogério Lima falou sobre o desempenho dos arqueiros no Esquadrão.

“Quando eu cheguei ao Bahia, nós encontramos um Anderson motivado, até porque o Jean, que era o titular, tinha acabado de ser vendido. Iniciamos com o Douglas, recém-contratado. Então estava uma disputa aberta. A gente notava o entusiasmo, a vontade, a dedicação de cada um deles no dia a dia. É lógico que, com o passar dos dias, você vai acabando tendo essa leitura e passando até para os treinadores quem está merecendo, quem dá para esperar um pouco. E hoje, após um ano, vejo os dois muito bem preparados”, falou o preparador.

“(...) A gente pôde ver o Anderson, neste início de ano, sendo decisivo no campeonato, num título baiano, da forma como foi, mais maduro. Eles têm características diferentes um do outro, mas o Douglas também vive um bom momento. Quando o Douglas lesionou, vinha passando por um bom momento no clube. O retorno acabou sendo feito de uma maneira natural, por ele ter saído não por uma deficiência técnica ou algo parecido. Foi uma lesão. Então nós chegamos, sentamos, entramos num consenso com o Roger e achamos melhor retornar com o Douglas. Agora vejo assim, uma briga muito sadia, muito intensa dos dois, diariamente. O Anderson sabe lidar com isso, é um atleta mais experiente. E, quando a gente tem necessitado de alguém à altura para substituir o Douglas, ele tem feito de forma positiva”, acrescentou.

Trabalho com os goleiros na intertemporada

Após um período de dez dias de descanso, os jogadores têm passado por atividades físicas, além de trabalhos com foco nas partes técnica e tática. Com os goleiros, não é diferente. O objetivo é de simular situações que podem acontecer em partidas oficiais.

“Nós conseguimos voltar agora, priorizando a readaptação técnica, no trabalho voltado também junto com trabalho tático, junto com trabalho do Roger. E colocando muita ênfase na situação de jogo, de uma forma mais intensa, colocando situações parecidas de jogo, para que eles tomem e achem a decisão correta. Além de estar priorizando muito a parte física. Então já tivemos um trabalho de força, voltado mais na fase de força mais específica. Hoje vamos fazer um trabalho de potência no campo. Sempre podendo colocar alguma coisa técnica junto. Então nós fizemos, na segunda-feira, academia. Pós-academia, descemos e complementamos o trabalho com um trabalho técnico. E hoje a gente já faz um trabalho bem específico de potência”.

Jogo com os pés

“A tomada de decisão é muito importante para o goleiro hoje em dia. Então o futebol hoje... Você não sabe o que vai acontecer. É algo que você entra em campo e tem que estar preparado para tudo. Então a gente trabalha muito a tomada de decisão voltada ao recuo de bola com os pés",

Falha de Douglas contra o Inter

“Neste caso específico, o Douglas vinha de um bom momento. Estava sendo o atleta muito importante dentro dos jogos para o Bahia. Então, dentro daquele jogo, onde houve a falha, logo em seguida, ele ainda conseguiu fazer umas duas defesas muito boas, muito importantes. Acaba que não abala. No caso dele, acabou não abalando, porque ele está com muita confiança, ele está vivendo um bom momento no clube. Isso é muito importante. Agora... Está ali dentro de campo, está arriscado. Qualquer um está arriscado a ter falhas, a cometer erros. A gente sobrecarrega ou sobressai mais em cima dos goleiros, porque dali para trás não tem mais ninguém para poder, de repente, estar ajudando. Mas o Douglas é um atleta que vai tirar de letra, já tirou até. Foi até bom ter esses dias de folga para a gente estar retornando. Agora a gente espera que ele volte e volte no nível que ele estava”.

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