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Notícia | Entrevista

Publicada em 21 de novembro de 2019 às 17h50

Roger diz acreditar em sequência positiva no final do campeonato

Técnico cita sequência invicta nas últimas cinco rodadas do primeiro turno como fator de inspiração

Victor de Freitas

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Fonte: Felipe Oliveira / EC Bahia

Faltando apenas cinco partidas para o final do Campeonato Brasileiro de 2019, o Bahia vive um momento negativo dentro da competição. Sem vencer há sete rodadas, a equipe tricolor se distanciou da Libertadores e permitiu a aproximação de equipes da “segunda página” da classificação.

Restando jogos contra Goiás, Atlético-MG, CSA, Vasco e Fortaleza, o técnico Roger Machado afirma que confia em uma sequência positiva no final do campeonato, assim como aconteceu contra os mesmos adversários no primeiro turno.

"Contra esses adversários, tivemos resultados e desempenho melhores que nos permitiram, mesmo nesse momento de turbulência, nos manter na 9ª posição da competição. Esses cinco jogos que faltam, nessa mesma janela, fizemos 11 pontos. Nos dá confiança e otimismo para poder repetir alguns deles, melhorar desempenho em outros e sonhar dentro da competição", disse o treinador.

Sem a “gordura” de outros momentos do campeonato, o Bahia pode perder posições em caso de um novo revés no final de semana. O técnico tricolor cita a necessidade de conquistar os triunfos necessários para terminar na melhor posição possível.

“Essa partida fundamental aconteceu em outras rodadas. Se tivéssemos vencido o Ceará (Bahia perdeu por 2 a 1) dentro de casa, seríamos 5º colocado. Essa gordura chegou ao final nesse momento. Hoje, Vasco e Goiás, que estavam atrás, ganharam pontos e nós, justamente por termos acumulado esses bons resultados, que nos mantiveram quase que na mesma posição passados sete jogos... Perdemos uma posição. E agora as equipes encostaram. Esses cinco jogos vão nos dar o panorama do que a gente vai aspirar até o final do Brasileiro. Se a gente repetir a mostra do primeiro turno, podemos nos tornar a equipe do Bahia que mais pontos fez e, provavelmente, na melhor colocação no Brasileiro de pontos corridos. E perceber, ao final de tudo isso, aonde vai nos levar, se pré-Libertadores se acontecer G-8, ou consolidar na posição de Sul-Americana”.

Segurança no cargo

Roger Machado também valorizou o fato de, mesmo com o Bahia em má fase, seu cargo à frente do Bahia continuou seguro.

“Circunstância de fato diferente. Eu fico feliz por isso. Me cobro muito também, porque entendo que o Bahia poderia ou pode nos levar a algo especial, tanto no ano quanto nessa trajetória como treinador do Bahia. Não vejo meu trabalho finalizado em uma temporada. É uma construção. Mas também entendo que, muitas vezes, há uma troca de comando por entender que o trabalho no futebol brasileiro é feito a várias mãos. E o clube, como instituição, vem crescendo a cada ano. O trabalho de um treinador, a gente é só a última parte. Isso que nós estamos vivendo, que eu estou vivendo, mesmo com os jogos de instabilidade, ainda com a confiança principalmente do torcedor é inédito. A partir do momento que o torcedor perdeu a confiança no meu trabalho, não há por que permanecer. Na forma que eu estou sentindo hoje, tenho muita confiança para o trabalho seguir para o próximo ano”.

Momento do Bahia

“Não vejo cair de produção. No Palmeiras e Atlético-MG os trabalhos foram interrompidos no meio. Os times vão oscilar. No Grêmio, fui eu que decidi interrupção no trabalho. Quando perguntado sobre isso, costumo responder que você vem para Bahia passar uma semana de férias e, coincidentemente, chove, você volta de férias e diz que nunca mais volta porque chove. Não é verdade. Então é difícil analisar por uma janela um contexto que é muito maior, de uma competição, trajetória, de um ano. Então, para mim, os times não caem de produção. Eles oscilam. A questão é que, dentro dessa oscilação, o trabalho é interrompido. O final é marcado por aquele recorte e analisado por isso. Se fosse assim, no primeiro momento de oscilação, era melhor o treinador pedir para sair que aí preservaria os números. Agora, hoje pegar um recorte num aproveitamento nosso está em 45%. Se eu saísse hoje do Bahia, se pegar todos os jogos, talvez dê perto de 50%, 52% de aproveitamento. Se essa crise persistir e eu sair, esse percentual vai ser maio”.

No primeiro turno, o Bahia empatou em 1 a 1 com o Goiás, na Fonte Nova, em partida marcada pela expulsão de Moisés logo nos primeiros minutos de jogo.

As duas equipes vão se enfrentar neste domingo (24), às 16h, no Serra Dourada.

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