O Bahia tem diretrizes traçadas para o fortalecimento do elenco em um projeto de médio e longo prazo sob a gestão da SAF. Em entrevista coletiva concedida no CT Evaristo de Macedo, o diretor de futebol Cadu Santoro detalhou o planejamento por trás da contratação do zagueiro Luiz Gustavo em 2025.
O dirigente explicou que o investimento em atletas com idade de sub-20 passa por um processo de maturação interna antes de exigências por protagonismo imediato nas competições nacionais.
Santoro afirma ainda que a chegada de promessas (incluindo Kauê Furquim e David Martins, comprados em moldes semelhantes) visa garantir a sustentabilidade técnica do grupo profissional nos próximos anos e não só de forma imediata.
“Luiz foi um atleta que a gente não contratou, assim como Kauê Furquim e David Martins, pensando única e exclusivamente no presente. Na geração sub-20 do Bahia, não temos nenhum zagueiro canhoto e Luiz Gustavo é um atleta com idade de sub-20, que chega para o profissional com dez jogos no Vasco, muito elogiado pelo Fernando Diniz e com ótimas referências de profissionais que trabalharam com ele, que só se comprovaram desde que ele chegou aqui. Mas é um atleta em final de formação”, pontuou Santoro.
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Processo de adaptação e exemplos de evolução no elenco
O executivo tricolor abordou a pressão gerada por especulações em torno das cifras envolvidas na compra do jogador, em torno de R$ 32 milhões, sendo que o defensor sequer estreou na Série A após um ano de clube.
Para ilustrar o caminho de desenvolvimento planejado para o defensor, o diretor utilizou os trajetos percorridos por outros nomes do próprio elenco principal, a exemplo do zagueiro Marcos Victor e do lateral-esquerdo Zé Guilherme.
Santoro diz o planejamento prevê que jovens valores ganhem minutagem progressiva e passem por fases de afirmação no estadual ou empréstimos pontuais de desenvolvimento antes de assumirem papéis no elenco principal.
“(…) Se o valor investido foi correto ou não, poderei dizer daqui a alguns anos, mas foi uma contratação pensando em preencher uma lacuna entre profissional e sub-20, que está em fase de desenvolvimento; ainda não está pronto, vai ter o ano que vem o Baiano para jogar, para performar. Pode ser não só ele, como outros, que precisem de uma temporada fora para desenvolvimento, como o próprio Marcos Victor. Sei que é normal olhar o valor investido e o motivo de não jogar hoje. Mas a minha função não é só olhar quarta e domingo, mas também o projeto de médio e longo prazo do Bahia”.
Transição para o profissional e consolidação no Bahia
A transição de atletas em formação é vista pela cúpula do futebol como a chave para manter a equipe competitiva sem queimar etapas na carreira das promessas trazidas para o clube.
Cadu Santoro lembrou que a consolidação de Zé Guilherme no grupo principal pode ser o caminho similar para o zagueiro canhoto.
“Temos outro exemplo no elenco que é o Zé Guilherme, que chega com idade de sub-20, com minutagem no profissional, até que chegou o momento de nos dar confiança de liberar Iago Borduchi porque ele estava pedindo passagem. Luiz Gustavo passará pelo mesmo processo”, finalizou o diretor de futebol.
Luiz Gustavo tem disputado jogos com a equipe sub-20 nas últimas semanas. Como único zagueiro canhoto, ele pode receber novas chances no time principal após a saída de Mingo.








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