A eliminação do Bahia na Copa do Brasil trouxe à tona discussões sobre as escolhas táticas de Rogério Ceni no Mangueirão. Uma das mudanças que mais chamou a atenção foi o recuo de Luciano Juba. O lateral-esquerdo, que é um dos destaques e artilheiro do time da temporada, passou a maior parte do confronto compondo uma linha de três defensores.
A movimentação acabou deixando o atleta mais distante do setor ofensivo, limitando seu poder de criação e finalização, o que gerou questionamentos sobre a decisão tática e críticas de torcedores ainda no decorrer da partida.
Em entrevista coletiva após o revés, Ceni foi questionado sobre o motivo de ter “sacrificado” o potencial ofensivo de Juba em um jogo onde o time precisava de gols. O treinador defendeu a escolha, pontuando que a qualidade técnica do jogador era fundamental para qualificar a transição da defesa para o ataque.
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Qualidade na saída e equilíbrio defensivo motivaram escolha tática, diz Ceni
Rogério Ceni explicou que a função de Juba como construtor pela esquerda foi uma solução encontrada para equilibrar o time, permitindo que Marcos Victor atuasse na direita para competir fisicamente com os atacantes adversários.
Para o técnico, a mudança não anulou o potencial do camisa 46, já que sua principal arma, a bola parada, independe do posicionamento em campo.
“A opção por Juba na construção foi para ter qualidade na saída de jogo. O modelo que usamos hoje nos trouxe todas as oportunidades. Fizemos um gol, tivemos três anulados, bola na trave, oportunidades com Erick. Concordo que Juba pode chegar mais na frente, mas para ter Marcos Victor na direita competindo com o Jajá, a gente precisava ter Juba construindo pela esquerda“, comentou o comandante do Bahia.
Ceni demonstrou estar satisfeito com ideia tática
Apesar das críticas ao posicionamento recuado de Juba, o comandante tricolor insistiu que a estratégia foi bem-sucedida na criação de chances reais de gol. Ceni reiterou que o Bahia foi superior e produziu o suficiente para sair com o triunfo, citando os gols anulados e as bolas na trave como prova de que o modelo tático funcionou na prática.
“Eu acho que mostramos hoje que podemos fazer coisas diferentes. Tivemos a oportunidade de vencer. Temos que analisar o que foi criado, entender o fez a bola não entrar. O Remo é um time que compete bastante. Acho que tivemos mais chances de gol aqui que o Palmeiras no último jogo, mas foi um jogo muito difícil, já chegamos pressionados. Os jogadores estão motivados, correram, competiram, fizemos tudo que poderíamos fazer. Tentamos todas as alternativas, mudamos o jeito de jogar. Mas algumas coisas saem do nosso controle“, falou Rogério Ceni.
Entretanto, o resultado final pesou mais que o volume de jogo. Com Juba mais preso à defesa e o ataque desperdiçando oportunidades, o Esquadrão se despediu do torneio nacional com um prejuízo técnico e financeiro.
Agora, o próprio Rogério Ceni terá de refletir se manterá as improvisações para o Brasileirão ou se devolverá a Juba a liberdade para atuar onde tem sido mais decisivo para o Bahia.








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