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“Evoluímos menos”: Ceni avalia redução de investimentos e mudanças no perfil do Bahia

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Publicada em 2 de março de 2026 às 16:48 por Victor de Freitas
Treinador admite queda no nível de rendimento em relação ao ano passado e busca encontrar melhora
ceni e santoro no bahia
Foto: Rafael Rodrigues / EC Bahia





Um dos temas abordados pelo técnico Rogério Ceni em sua última entrevista coletiva foi a montagem do elenco do Bahia em 2026.

O comandante tricolor admitiu que a evolução da equipe entre as temporadas de 2025 e 2026 foi menor do que a registrada nos anos anteriores e falou sobre os investimentos mais baixos feitos até então na temporada..

Leia mais: “Nesse momento, não temos interesse nenhum”, diz Ceni sobre Copa do Nordeste

Mudança de perfil e redução de investimentos do Bahia em 2026

Ceni destacou que o Bahia de 2025 possuía um controle de jogo maior, característica que mudou com a saída de alguns atletas e a chegada de novos nomes com perfis distintos.

A aposta nesse ano tem sido em jogadores com mais força e explosão, citando o atacante Kike Olivera, que chegou para um setor que teve a saída de Kayky, como exemplo.

“Evoluímos menos de 2025 para 2026 do que de 2024 para 2025. A característica do time mudou. Nós tínhamos mais controle do jogo. Perdemos alguns jogadores — alguns porque nós escolhemos —, para trazer Kike, de mais força e explosão, e outros que saíram porque existe uma folha de pagamento que deve ter ajustes”, explicou o técnico.

O treinador destacou que o clube investiu de forma mais pesada em 2024, mas que agora precisa “caminhar com as próprias pernas”. Além disso, Ceni acredita que o novo perfil de elenco pode compensar especialmente em atuações melhores como visitante em 2026.

“Foi investido bastante principalmente em 2024. Nesse ano o investimento foi mais contido porque o clube precisa caminhar com suas próprias pernas e estar adequado à realidade. Estamos nos esforçando, tentando fazer com que o time renda como em 2025. Acho que está um pouco abaixo, não é evidente esse upgrade para 2026, mas vamos tentar estreitar isso com a competitividade, com a força de marcação, com jogos melhores fora de casa”.

O desafio de elevar o nível e o anseio da torcida

Ceni também demonstrou compreensão quanto às expectativas da torcida, que espera por conquistas maiores a cada ano, mas ressaltou também a diferença de investimento em relação aos dois anos anteriores.

“Há uma evolução de 2023 para 2024, 2024 para 2025. E de 2025 para 2026 não conseguimos elevar o nível. Há mudanças, trocas, um grau de investimento diferente. Estamos sofrendo um pouco e temos que tentar melhorar. O torcedor tem anseio por conquistas maiores. Nós conseguimos ir duas vezes para a Libertadores. Espero que a gente consiga brigar por coisas maiores esse ano”, projetou Ceni.

Atualmente, o Bahia ostenta o melhor ataque entre os times da Série A, com média de 2,36 gols por jogo (26 gols em 11 partidas). Essa eficiência ofensiva será colocada à prova nesta quarta-feira (18), na estreia contra o O’Higgins, onde o time buscará manter a invencibilidade de 11 jogos na temporada e provar que, mesmo com menos recursos, segue protagonista no cenário sul-americano.

roman gomez no bahia
Roman Gomez já tem sido titular (Foto: Rafael Rodrigues / EC Bahia)

Os reforços do Bahia em 2026

Até esse momento da temporada, o Bahia tem Roman Gomez como reforço mais caro (R$ cerca de 16 milhões), já aparecendo entre os titulares do Esquadrão com 21 anos.

No meio da temporada, o centroavante argentino Alejo Veliz vai se tornar no maior reforço de 2026 sob valor de aproximadamente 9 milhões de euros (cerca de R$ 56 milhões).

Kike Olivera chegou ao clube por empréstimo, da mesma forma que Everaldo. Já Ronaldo foi mantido no elenco ao ser comprado por R$ 5 milhões.

Reforços do fim de 2025 custaram caro

Vale recordar ainda que os contratados pelo clube no segundo semestre de 2025 ainda registraram poucas atuações com a camisa tricolor. Cada um deles custou R$ 32 milhões ao Bahia no ano passado.

O principal deles é Mateo Sanabria, que até disputou 11 jogos antes de sofrer uma lesão em outubro de 2025, retornando no mês passado já com cinco atuações, um gol e três assistências.

Luiz Gustavo, por sua vez, é um zagueiro que ainda não passa confiança à comissão técnica, com apenas cinco jogos disputados – todos eles durante o Campeonato Baiano.

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