Quando não se vence em casa com 40 mil gritos à favor, reverter fora contra um estádio lotado fica muito difícil. O Castelão pegou seu maior público com 63.399 pagantes. Precisando de ao menos um triunfo para trazer a Copa do Nordeste para Salvador, o Tricolor até começou bem e teve oportunidades no início, mas não deu.
O ataque, antes entre os melhores do país, foi ineficiente, e a defesa sem surpresas, falhou de novo, fez uma das piores partidas no ano e facilitou a vida do Ceará. O título ficou com o Vozão, que voltou a apresentar um futebol consistente e venceu por 2 a 1.
Chances até existiram, mas faltou pontaria nas finalizações. Souza, de cabeça, e Kieza, em chute dentro da área erraram. O mesmo não pode ser dito do Ceará.
Ainda antes da metade do primeiro tempo, Charles aproveitou cruzamento de Ricardinho e falha de Robson e tocou de cabeça. Jean, que poderia ter saído, saltou atrasado e só assistiu a bola afundar as redes.
Antes forte no jogo e chegando com perigo, o Bahia passou a errar passes e falhar em lances defensivos passando apertos e cometendo faltas na entrada da grande área.
Na segunda etapa, Sérgio Soares apostou na entrada de Zé Roberto no lugar do meio-campista Rômulo. O Bahia teve duas cobranças de escanteio perigosas, mas o Ceará acertou uma na trave com Ricardinho logo em seguida. Depois outro escanteio, desta vez com falta em Zé Roberto dentro da área. O juiz mandou seguir.
O jogo ficou aberto e a competência para marcar foi do Ceará mais uma vez. Cobrança de escanteio subiram Titi e Kieza, mas quem foi com vontade mesmo foi o zagueiro Gilvan que fuzilou de cabeça.
Com 2 a 0, o Ceará foi inteligente e jogou a pressão para cima do Bahia. Num ritmo lento, com direito a quedas no gramado e atrasos em cobranças de falta, o Vovô foi levando.
Maxi Biancucchi, em lance de efeito, diminuiu para 2 a 1 aos 44 minutos, colocando por cobertura.
Mas o Vovô quase faz mais um no final, com Magno Alves. Maior título do Ceará em sua história e felicidade da torcida local.
Domingo, às 16 horas, tem outra decisão. Desta vez em casa, contra o Vitória da Conquista, pelo Campeonato Baiano. Como perdeu fora por 3 a 0, o time azul, vermelho e branco precisará vencer pela mesma diferença de gols se quiser levar o troféu.
CENÁRIO DE GUERRA
Os torcedores do Bahia que foram ao Castelão passaram por situações dignas de guerra. Segundo o assessor de imprensa do clube, uma van com torcedores foi atacada por marginais do time adversário. Um dos vidros do veículo foi quebrado e os estilhaços quase feriram os tricolores que ainda foram hostilizados.
PM ATRASA PARTIDA
Se não bastasse a difícil locomoção da torcida, o time também passou por dificuldades. A Polícia Militar do Estado do Ceará tratou de errar o caminho da escolta do ônibus tricolor para o Castelão. O erro custou a chegada e atrapalhou o aquecimento do Esquadrão antes da partida.
Com a falha da entidade cearense, o Bahia foi obrigado a atrasar a entrada em campo em 15 minutos.







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