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Prejuízo milionário: Bahia deixa de arrecadar R$ 35 milhões em relação a 2025

Notícia
Copa do Brasil, Copa Libertadores
Publicada em 14 de maio de 2026 às 14:30 por Victor de Freitas
Além das premiações, queda no número de jogos em casa afetará bilheteria de 2026
bahia e grupo city
Foto: Letícia Martins / EC Bahia





A eliminação do Bahia para o Remo no Mangueirão traz consequências que extrapolam as quatro linhas e atingem diretamente os cofres da SAF. Com o encerramento da participação na Copa do Brasil ainda na quinta fase, o Tricolor garante apenas R$ 2 milhões em premiações, valor referente somente à participação.

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Bahia acumula menos de R$ 5 milhões em premiações em 2026

Ao todo, o clube acumula R$ 4,6 milhões em bônus por desempenho em 2026, uma realidade drasticamente diferente do sucesso financeiro obtido no ano anterior.

Isso porque o valor recebido na Copa do Brasil é somado aos cerca de R$ 2,6 milhões arrecadados na Libertadores, também como valor de participação, torneio do qual o Esquadrão se despediu precocemente na segunda fase preliminar diante do O’Higgins.

Clube tem queda de R$ 35 milhões em relação a 2025

A diferença nas receitas obtidas via competições de mata-mata e torneios continentais é de impressionar. Em 2025, o Bahia teve um ano de lucro, arrecadando aproximadamente R$ 39,8 milhões somando suas participações na Copa do Brasil, Libertadores e Sul-Americana.

Na comparação direta entre as duas temporadas, o clube registra uma queda acentuada de 88,41% nas receitas oriundas destas premiações.

“É um prejuízo financeiro muito grande, algo que não tem como recuperar até o fim do ano. O que podemos é tentar chegar ao melhor lugar possível em dezembro para ir para Libertadores pelo terceiro ano seguido”, analisou Rogério Ceni após a derrota.

Menos jogos e queda na bilheteria

Além dos valores que deixam de entrar via bônus das competições, o Bahia enfrentará uma redução drástica nas receitas de de bilheteria e sócios-torcedores. Com as eliminações, o Esquadrão terá apenas mais doze partidas para disputar como mandante até o fim de 2026.

Este calendário enxuto resultará em uma diminuição considerável na arrecadação com bilheteria e consumo nos dias de jogo na Arena Fonte Nova, que em 2025 foi uma das principais fontes de renda.

Em 2025, o Bahia registrou como receitas de Matchday (Bilheteria e Sócios) uma quantia total de R$ 85,5 milhões, valor que será inevitavelmente mais baixo em 2026.

O cenário obriga a diretoria e a comissão técnica de Rogério Ceni a focarem exclusivamente no Brasileirão, não apenas pela busca de resultados esportivos, mas para tentar mitigar o impacto financeiro de um primeiro semestre muito abaixo das expectativas.

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