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Notícia | Política

Publicada em 05 de janeiro de 2022 às 14h14

Até a mascote! Bahia enfrenta onda de demissões após rebaixamento

Para enxugar a folha, profissionais de várias áreas são dispensados pelo clube

Douglas Santana

Assessor de imprensa André Feire, ao centro da imagem, também foi desligado (Fonte: Felipe Oliveira / EC Bahia)

O Bahia segue sofrendo as consequências da péssima gestão de futebol sob o comando do presidente Guilherme Bellintani nos últimos anos, que culminaram no trágico rebaixamento para a Série B.

Conforme já anunciado na reunião entre o Conselho Deliberativo e a Direção, em que divulgaram o orçamento para 2022, o clube está reduzindo a sua folha salarial para se adequar aos 44% de queda da receita, por conta do descenso.

Dentro do planejamento de cortes, a direção tricolor afirmou que reduzirá em 55% o custo do quadro funcional do Bahia. E nisso, algumas demissões vêm sendo realizadas. Inclusive, um preparador físico chegou a ser demitido, mas dias depois foi readmitido.

Na semana em que o Esquadrão comemorou 91 anos de fundação e deu início aos trabalhos para a temporada 2022, diversos funcionários antigos, e mesmo alguns com menos tempo de casa, anunciaram seus desligamentos nas redes sociais.

Uma das demissões que mais gerou comentários pela torcida foi a de Vandilene Leão. Para quem não conhece, ela dava vida a mascote feminina do Bahia – parceira do Super-Homem nos jogos do Esqaudrão, a Lindona, criada em 2014.

“Graças a essa oportunidade de trabalho pude pagar uma faculdade para crescer na vida e em 2021 me formei. Sei que estou saindo com a sensação de dever cumprido, pode ter certeza que continuarei ali na arquibancada torcendo”, disse.

Na equipe de comunicação, mais saídas. A primeira delas foi a de Vitor Tamar, que estava há 12 anos como assessor de imprensa do Bahia. Elias Malê, também da equipe de comunicação, anunciou o desligamento da instituição após três anos, nas redes sociais.

“Graças ao Bahia eu pude comprar minha primeira camisa oficial de jogo do clube, viajar de avião pela primeira vez, conheci oito estados do Brasil, perdi muito do medo e do receio do microfone e da câmera, conheci pessoas incríveis, tive contato com pessoas que admirava, passei a gostar de coisas que nem fazia ideia e, principalmente, realizei sonhos. Saio mudado, diferente, melhor do que entrei”, afirma.

Outro jornalista demitido pelo Bahia foi André Freire, que também tinha longo tempo de casa, sendo um dos âncoras do “Programa do Esquadrão” quando era transmitido pela Rádio Sociedade, e atualmente no Sócio Digital.

“Eu sou tão grato por ter vivido os melhores anos da minha vida ao lado de pessoas especiais. O ambiente do Bahia era o melhor ambiente do mundo, mas passou por mudanças e toda a família tem seu momento de despedida. Agora é torcer muito pelo sucesso de todos. Bahia sempre! BBMP”, disse.

A previsão dos próximos dias não é das melhores, com a possibilidade de mais demissões no quadro funcional do Bahia. Até o ídolo Marcelo Ramos não escapou do desligamento.

Nesta quarta (05), o radialista Marinho Junior, da Rádio Metrópole, informou que Miguel Batista entrou para a lista de demitidos do Bahia. Miguel desempenhava a função de supervisor de futebol e era funcionário antigo do clube, com aproximadamente 19 anos de casa.

Até o momento, a diretoria tricolor não se pronunciou oficialmente sobre as recentes saídas no CT Evaristo de Macedo.

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