é goleada tricolor na internet
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Publicada em 27 de maio de 2026 às 14:30 por José Renato de Carvalho Gomes

José Renato de Carvalho Gomes

O fim da etapa Ceni?






O trabalho simplesmente já não se sustenta. A cada semana vemos as mesmas insistências no modelo de jogo e também na escalação para os jogos. Quando trouxeram Everaldo, o objetivo era fazer dele o reserva imediato de W. José? Se sim, por que se desfizeram dele no passado? À época, até fez sentido, pensando em Everaldo como terceira opção para a posição, atrás de W. José e Dell.

No começo da temporada, o discurso de Cadu e também de Rogério, era de que a base seria usada com maior frequência. E, em retrospecto, isso foi feito no campeonato baiano, onde os meninos estavam respondendo com excelente desempenho. Mas a cada eliminação, a cada derrota sofrida pelo time considerado titular (a dita “cavalaria”), tudo o que a torcida via era a repetição dos mesmos nomes, mesmo que os nomes de sempre estivessem apresentando seus piores desempenhos.

Ao passo de cada eliminação, o calendário do Bahia diminuiu de forma alarmante. E ao invés de buscar oxigênio, trocando peças nas escalações, alterando sistemas táticos, vimos um apego inexplicável aos mesmos jogadores que nos levaram ao cenário atual: vivos apenas no Brasileirão Série A. O futebol exige dinamismo e não há espaço para o favoritismo, não há espaço para insistência, quando tudo o que temos são jogadores medianos para baixo, não para cima.

Raras são as exceções: Juba e Everton Ribeiro. No caso desses dois, realmente, estão acima da média, ainda que enfrentem curtos períodos ruins ocasionalmente. Nenhum jogador deve estar isento de ser colocado no banco, jogando pelo Bahia. A presença no time titular deve estar associada, sempre, ao desempenho em JOGO, para além do desempenho nos treinos. Treino é treino, jogo é jogo, já diz o ditado.

Rogério carrega essa culpa: previsível, apegado a um determinado grupo de jogadores aos quais ele parece não ter autoridade para mandá-los ao banco de reservas, quando não desempenham o esperado, salvo raras exceções. Em contrapartida, Kauê Furquim, Dell, Caio Suassuna, Zé Guilherme, Luiz Gustavo, Fredi Lipert, Sidney, David Martins, não veem a cor do campo, independentemente do que façam.

Se o time titular eliminou o Bahia em todas as competições possíveis, causando uma diminuição do número de jogos e dificultando a rotação do elenco, quem tem que pagar o preço são os que causaram as eliminações: os titulares que andam perdendo jogo atrás de jogo, decepcionando há oito jogos seguidos. Contudo, na lógica do treinador, as eliminações precoces e a falta de calendário, servem apenas para reafirmar ainda mais os culpados, prejudicando o desenvolvimento de TODOS os outros jogadores que não fazem parte dos 11 eternos de Rogério Ceni.

Rogério tem capacidade para reverter o quadro? Difícil prever. Ele não promove as mudanças necessárias no sentido tático e também no sentido anímico, inserindo jogadores mais motivados e com desejo de mostrar do que são capazes. É a hora de trazer um treinador que utilize mais a base e não tenha medo de sentar titulares no banco de reserva, caso deixem de desempenhar. Talvez seja a hora de trazer um técnico que tenha uma capacidade de alterar positivamente o rumo de uma partida no decorrer dela: algo que Rogério não tem se mostrado capaz de fazer.

Para finalizar, Cadu Santoro terá que trabalhar em uma reformulação do time, uma vez que muitos jogadores não mostraram efetividade e nem identificação com a camisa do Bahia e, para além disso, há um excesso de jogadores sem a mentalidade correta para competir no mais alto nível do campeonato brasileiro. Há muita mediocridade inserido no atual elenco, não há um espírito competitivo forte o suficiente para representar as cores do Esquadrão de Aço.

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