é goleada tricolor na internet
veículo informativo independente sobre o esporte clube bahia
Publicada em 23 de abril de 2026 às 12:30 por Djalma Gomes

Djalma Gomes

Faltou Vergonha na Cara






A impressão que restou do jogo contra o Remo nessa quarta-feira, 22, é que o time do Bahia atingiu o limite. Não há mais nada que possa oferecer além de vexames. Não é um time confiável. Num momento anima o torcedor e em seguida revela o que tem de pior: resistência às decisões; fragilidade mental flagrante; desequilíbrio técnico entre titulares e reservas; inconsistência assustadora e ausência total de obstinação. 

Culpar a Comissão Técnica e especialmente Rogério Ceni não é o caso. Esses não jogam, apenas treinam e ensinam exaustivamente. Mas entre o que treinam e praticam está toda a diferença. Treinam com bolas de futebol e nos jogos que decidem alguma coisa jogam bolas de gude. O conforto que esses rapazes têm é acima da média. No Bahia há uma estrutura técnica, física e científica, com tecnologia de ponta, que proporciona o melhor dos ambientes para a prática do futebol em alto nível. 

Não foi derrota de esquema tático. Não faltou desenho no quadro de Ceni. Faltou vergonha na cara dentro das quatro linhas. O Remo quis mais. Simples assim. E isso não é problema de orçamento, de treinador ou de Grupo City. É problema de caráter competitivo. Estrutura europeia não compensa jogador que entra em campo de modo apático. Serão cobrados veementemente. Salário em dia não corre por quem não tem sangue no olho. A conta dessa atuação é de quem vestiu a camisa e achou que o escudo jogava sozinho – exceções à parte. 

Isso não é pedido de demissão coletiva. É pedido de autocritica urgente. O Bahia de 2026 tem a obrigação de ter mais de 11 jogadores confiáveis. Tem a obrigação de ter reserva que entre e mantenha o nível, não que afunde o time. Tem também, a obrigação de ter um líder que puxe orelhas dentro de campo e no vestiário quando o sarrafo cai. E convenhamos: esse sarrafo vem caindo a olho nu. 

Projeto de 15 anos só se sustenta se o dia a dia for de 15 dias. Não dá para aceitar que a distância entre treino e jogo seja do tamanho da Fonte Nova. O torcedor, em sua maioria, comprou a ideia do Grupo City, agora quer ver essa ideia suando sangue em campo. No final desta semana tem jogo, E não cabe desculpa. Nem de calendário, nem de cansaço e nem de fase. A camisa do Bahia pesa, e quem não aguentar, peça para sair. A torcida não exige título em abril. Exige dignidade em 90 minutos. Contra o Remo, o Bahia devolveu vexame. 

Contra o próximo adversário tem de devolver respeito. Menos que isso, é cuspir no investimento, na estrutura e na paciência de quem paga ingresso e acredita. Bola de gude acabou. Ou jogam futebol de gente grande, que sejam obstinados como obstinado é o treinador, ou a cobrança vai virar coro. E coro de arquibancada não espera projeto amadurecer. A conversa de Tico e Teco nos bastidores de treinos e pós jogos quando triunfam, precisa ceder lugar à valentia e à coragem dos fortes. O próximo jogo será na Fonte Nova. Serão aproximadamente 30 mil pares de olhos focados em cada gesto dentro das 4 linhas. 

comentários

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do ecbahia.com.
É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral, os bons costumes ou direitos de terceiros.
O ecbahia.com poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios
impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

enquete

Como você avalia o mercado feito pelo Bahia em 2026?
todas as enquetes